| Sessão de 14 de
Abril de 2005
Debate sobre a seca em Portugal
Portas (GUE/NGL). – Senhor Presidente, já
aqui foi dito e repetido, o meu país está seco e a
situação da agricultura e da pecuária está
muito para lá da fragilidade. É dramática neste
momento. É por isso que as propostas que hoje votamos são
muito importantes. Elas aliviam e compensam parcialmente as perdas
dos agricultores. Mas outras medidas se impõem.
A gestão racional da água, que é um bem escasso
e público nos países do Sul da União, é
indispensável. A nossa civilização e o meu
país, em particular, continua a desperdiçar muita
água e isso tem de mudar. O mesmo poderia dizer da actual
Política Agrícola Comum que não valoriza nem
as culturas do Mediterrâneo, nem estimula uma ocupação
racional do território ou a sustentabilidade ecológica
do mundo rural. Em Agosto, durante os incêndios que hão-de
vir, pagaremos uma vez mais essa irresponsabilidade.
Finalmente, precisamos de novos instrumentos europeus para a prevenção
de riscos. Penso que o Deputado Capoulas Santos tem toda a razão.
Uma das coisas que tem de ser equacionada é a criação
de um seguro europeu de colheitas que possa drenar para um fundo
de calamidades parte das contribuições dos agricultores.
Um fundo comparticipado pelos Estados-Membros e pela União,
um fundo que poderia actuar de forma automática ante situações
como as que agora vivem, quer Portugal, quer o Sul de Espanha, mas
que noutras ocasiões poderão atingir outros países.
mportas@europarl.eu.int
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