Com 215 votos contra e 33 abstenções, o Parlamento
Europeu aprovou hoje um conjunto de emendas à Directiva Bolkestein
que, não alterando a filosofia do projecto inicial, restringem
o seu campo de aplicação em múltiplos domínios.
A formidável oposição que franceses e holandeses
exprimiram em referendos à deriva liberal na construção
europeia, e a mobilização do movimento dos trabalhadores,
colocou a direita na defensiva. O compromisso que esta realizou
com os socialistas continua a manter aspectos muito gravosos, nomeadamente
para o trabalho autónomo.
O voto contrário da esquerda unitária, dos verdes
e de vários deputados socialistas tem, neste contexto, um
valor acrescido: o de que a luta pelos direitos sociais continua
e que não pode parar até que a versão final
que agora a Comissão terá de preparar para o Conselho
dos primeiros-ministros regresse de novo ao Parlamento. Uma outra
construção europeia é necessária e é
possível. Com a mobilização do mundo do trabalho.
EMPREGOS
COM FILHOS E ENTEADOS Por Renato Soeiro e Carmen
Hilário Para o fim deste ano prevê-se uma das mais cerradas
votações no Parlamento Europeu: em causa está
a directiva que se propõe dualizar o mercado da livre
circulação de trabalhadores mais...
Paris
passe à l'invective contre la directive
Après les propos du président de la Commission européenne en
faveur du texte Bolkestein, les députés de gauche et de droite
votent pour son «réexamen».
Bruxelles,
cible du débat sur l'Union européenne
Le début de la campagne pour le référendum du
29 mai sur le traité constitutionnel européen ramène
les responsables politiques français à leurs habitudes
de mise en cause de la "bureaucratie bruxelloise". Les commissaires
sont montrés du doigt, à la fois par les partisans
du "non", pour qui ils incarnent le libéralisme triomphant,
et par ceux du "oui", qui leur attribuent les défauts de
la machinerie communautaire.