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Califórnia
"Tookie" Williams: 22 minutos de agonia

Na prisão de San Quentin, na Califórnia, morreu o milésimo terceiro condenado à pena de morte nos EUA desde que esta medida bárbara foi restabelecida em 1976, nos Estados Unidos da América. Chamava-se "Tookie" Williams e há 24 anos que esperava a comutação da sentença. O governador do Estado, Arnold Schwarzenegger comportou-se como nos seus piores filmes. E revelou como a fronteira entre humanidade e barbarismo atravessa o país que se arroga como campeão das liberdades e dos Direitos Humanos.


NEWS UPDATE
FROM THE GUE/NGL GROUP

Tookie Williams foi executado às 9h35 de 13 de Dezembro na prisão de Saint Quentin
Mais uma morte nas nossas consciências

Estrasburgo, 13/12/05

Tookie Williams, de 51 anos, antigo chefe do gang Crips, condenado à morte em 1981 por quatro homicídios, tinha-se reabilitado durante os 24 anos que passou no corredor da morte, através da escrita e da luta contra a criminalidade juvenil. Foi nomeado 6 vezes para o Nobel da Paz e da Literatura mas, apesar da mobilização das forças civis, Schwarzenegger, Governador da Califórnia, recusou o indulto, e Tookie agonizou durante 22 longos minutos sob a acção da injecção letal que lhe foi administrada dia 13 de manhã. A maior democracia do mundo continua a matar sem, no entanto, ser punida. A Comunidade Internacional continua a aplicar dois critérios. A União Europeia e a Comunidade Internacional devem, sem demora, lançar um inquérito às contínuas violações dos direitos humanos e do direito internacional pela maior democracia do mundo, num processo que seja um exemplo de Justiça e Imparcialidade.

Nenhuma sentença de morte, seja na China, no Irão, na Bielorússia, ou em quaqluer outro país, deve passar sob silêncio. Os nossos Governos e a União Europeia devem assumir a sua responsabilidade através da condenação de toda e qualquer violação dos direitos humanos, incluindo a pena de morte.

Luisa MORGANTIN, Euro-deputada, GUE/NGL, Presidente da Comissão para o Desenvolvimento do PE.