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ACTIVIDADES DO DEPARTAMENTO INTERNACIONAL DO BLOCO DE ESQUERDA
DURANTE O ANO DE 2006
1. Resumo
Durante o ano de 2006 o trabalho do DIBE (Departamento Internacional
do Bloco de Esquerda) dirigiu-se no sentido de ligar Portugal às
lutas, campanhas e redes internacionais em que o Bloco participa.
A continuação da ocupação do Iraque
e a situação no Líbano e Palestina, a situação
de guerra permanente em que os Estados Unidos da América
e os seus aliados envolvem o planeta tiveram destaque na nossa
actividade.
Cinco iniciativas marcam a actividade de 2006:
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A campanha de sessões públicas para assinalar
o terceiro ano de ocupação do Iraque com a projecção
do documentário sobre Fallujah, em vários pontos
do país.
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A visita de uma delegação do Bloco aos territórios
da República Saharauí, que permitiu lançar
um grupo de solidariedade que viria a promover diversas iniciativas
de debate em Lisboa, Porto e Coimbra.
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O trabalho de denuncia da situação em que se encontram
os trabalhadores temporários portugueses na Holanda, que
levou à realização de encontros de trabalhadores
em Haia e no Norte da Bélgica.
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A realização, em Tavira, da primeira Universidade
de Verão do Partido da Esquerda Europeia, com a realização
de um participado acto público realizado em Portugal contra
a ofensiva israelita em Gaza e a invasão do Líbano.
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A ida de Miguel Portas a Beirute, coordenando uma delegação
dos Partidos da Esquerda Europeia, em solidariedade com o povo
libanês;
2. Relações com partidos e movimentos de esquerda
no âmbito europeu
2.1. Partido da Esquerda Europeia (PEE)
O Bloco acompanhou a actividade da PEE através da sua representação
regular nas estruturas do partido e em algumas das principais iniciativas.
Em regra, as reuniões de executiva realizam-se em cidades
onde decorrem, também, iniciativas com significado político.
Assim, foi assegurada a nossa presença nas seguintes reuniões
de executiva:
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De 13 a 16 de Janeiro em Berlim, com participação
no desfile em memória a Rosa Luxemburg e Karl Liebknetch,
que anualmente mobiliza a esquerda de Berlim;
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De 24 a 26 de Fevereiro em Roma, onde o ponto principal
foi a preparação do Fórum Social Europeu
de Atenas;
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De 13 a 14 de Maio em Viena, coincidente com a cimeira alternativa
euro-latino-americana, e onde o tema principal foram as relações
com a América Latina e, em particular, com o Fórum
de São Paulo. Realizou-se uma reunião com uma delegação
deste fórum, o principal da esquerda latino-americana, e
um debate público onde Miguel Portas interveio em nome
do Bloco;
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A 9 a 10 de Julho em Paris, onde o tema principal foi a
situação
no Médio Oriente, à luz da ofensiva israelita em
Gaza e na Cisjordânia.
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A 28 e 29 de Outubro em Bruxelas, onde o tema principal
foi a preparação do plano de actividades para
2007.
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Na qualidade de responsável financeiro, Rogério
Moreira participou numa reunião de tesoureiros dos partidos
do PEE; Almerinda Bento participou igualmente numa reunião
de mulheres do PEE; Fernando Rosas participou num encontro
de eleitos do PEE em Roma.
2.2. Conferências Anti-Capitalistas (CAC)
Realizaram-se a 19 e 20 de Maio em Paris, a convite da LCR. Uma
outra, prevista para Rostock, para preparar o G8, acabou por não
se realizar por dificuldades de deslocação de grande
parte das delegações.
Em Paris, o Bloco esteve representado por Miguel Portas e Renato
Soeiro. Um acto público para 70 a 80 militantes realizou-se
na noite do primeiro dia. Miguel Portas interveio em nome do Bloco.
2.3 Situação no Movimento dos Movimentos
O Bloco tem sido a única organização portuguesa
que tem participado com regularidade no movimento dos fórum
sociais e nas mobilizações contra as cimeiras do
G8.
Cerca de 40 militantes do Bloco participaram no Fórum Social
Europeu de Atenas tendo muitos deles participado com destaque em
plenários e iniciativas auto-organizadas.
No seguimento do Fórum de Atenas, o Bloco tem acompanhado
directamente o processo de preparação do próximo
Fórum Social Europeu, previsto para 2008. O Bloco foi escolhido
na última Assembleia Preparatória Europeia para participar
no grupo de preparação da próxima Assembleia,
que está prevista realizar-se de 30 de Março a 1
de Abril. Neste momento, a perspectiva é que se realize
o próximo Fórum Social Europeu na Dinamarca.
Há a possibilidade que umas das próximas assembleias
preparatórias do Fórum Social Europeu se realize
em Portugal, sendo necessário para isso aconteça
que um grupos de organizações e movimentos sociais
esteja interessado em promover a reunião.
Em relação ao Fórum Social Mundial, o último
Comité Internacional propõe que depois do FSM que
se vai realizar em Nairobi, a edição de 2008 seja
substituída por uma dia de acção global em
todo o planeta. O Comité Internacional propõe que
esse dia tenha uma agenda plural e diversificada, escolhida pelos
vários movimentos envolvidos.
O Bloco tem participado em várias reuniões de rede,
a maioria coincidentes com as reuniões do FSE para preparar
campanhas a nível europeu, destacando-se a rede anti-guerra,
a rede do site e a rede Transform (participamos em duas reuniões
em Berlim e Frankfurt e em várias actividades).
Nesse âmbito, o Bloco participou numa reunião de organizações
e movimentos sociais europeus, em Sevilha para preparar uma manifestação
europeia contra a ocupação do Iraque e do Afeganistão
e as bases militares do Estados Unidos na Europa. Esta manifestação
ficou marcada para 4 de Fevereiro, o que devido ao referendo do
aborto, torna a nosso empenhamento muito difícil. 2.4 Relações com partidos da esquerda alternativa
e participações em actos públicos
Ao longo de 2006 o bloco participou num conjunto alargado de congressos
e fóruns, recorrendo a membros da comissão política
e da mesa nacional. Eis a lista de participações:
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6 e 7 de Janeiro: congresso do SWP, em Londres. Alda Sousa
representou o bloco.
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14 de Janeiro: Assembleia Nacional da coligação “À gauche
toute”, em Zurich. Renato Soeiro apresentou a experiência
de construção do Bloco no plenário de militantes
desta coligação, que inclui o Solidarités,
Parti Suisse du Travail, Parti Ouvrier Populaire, Listes Aternatives
e outros grupos e militantes. Tema da assembleia: a construção
de uma “casa comum anti-capitalista” na Suíça.
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Aproveitando a sua presença no Fórum Social Mundial
em Bamako, Mali, em 17 a 25 de Janeiro, em que Renato Soeiro esteve
presente, na qualidade de responsável do GUE. O Bloco participou
em reuniões com partidos e formações de esquerda
do Mali e do Burkina Faso, e interveio em debates para a anulação
da dívida do terceiro mundo.
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17 a 19 de Fevereiro: reunião do espaço Transform
em Paris, sobre precariedade. José Guilherme apresentou
uma comunicação sobre a precariedade em Portugal.
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17 a 19 de Fevereiro: congresso do Sinn Féin, Dublin,
Irlanda. O bloco fez-se representar por Renato Soeiro. O Sinn
Féin
encontra-se em excelente “momento de forma”. Reforçou-se
politicamente nas eleições deste ano e em Setembro
o processo político irlandês recebeu novo impulso.
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3 e 4 de Março: Marxism 2006, escola de formação
do SWP em Dublin. Alda Sousa interveio pelo Bloco num colóquio
sobre o futuro da esquerda na Europa.
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3 e 4 de Março: Encontro do ENDYL European Network of
Democratic Young Left em Istanbul: intervenção de
Renato Soeiro na sessão de abertura como orador convidado
em nome do GUE/NGL sobre a adesão da Turquia à UE;
intervenção de Catarina Príncipe em representação
dos jovens do Bloco.
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25 e 26 de Março: congresso do PCF em Paris. O Bloco fez-se
representar por Miguel Portas e Carmen Hilário. Esta presença
foi precedida de um encontro informal entre Marie George Buffet
e Miguel Portas, por ocasião de um anterior Presidium da
PEE. As relações com o PCF, que já existiam
no âmbito do GUE e da PEE, foram desbloqueadas, embora
continuem a ser complexas.
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19 de Abril: debate sobre a construção de esquerdas
de alternativa, Frankfurt. O Die Linke promoveu, durante o mês
de Abril, um conjunto de debates sobre experiências de construção
política nas esquerdas de alternativa. Daniel Oliveira
interveio num deles.
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21 a 23 de Abril: Marxism Festival, Amesterdão. Ana
Drago interveio num painel.
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12 a 14 de Maio: congresso da Red Green Alliance em Copenhaga.
O bloco esteve representado por Renato Soeiro.
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19 de Maio: Seminário organizado em Paris pela rede Transform!
e Espaces Marx sobre "Alternativas, Emancipação,
Comunismo", participação de Renato Soeiro
pelo Bloco, que interveio.
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23 de Maio: Debate "Uma outra esquerda é possível",
em Liége, na Bélgica. Miguel Portas e Paz Carvalho
estiveram presentes. O primeiro apresentou a experiência
de construção do bloco para uma assembleia de uma
centena de militantes envolvidos na criação de uma
força de esquerda de alternativa na Bélgica. Este
processo merece atenção, mas apresenta sinais
de conflitualidade interna que o podem bloquear.
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9 a 11 de Junho: encontro do NELF em Copenhaga. Como observador,
o bloco participou através de Renato Soeiro, que interveio.
O NELF é a mais antiga rede de partidos de esquerda na Europa
com mais de 30 encontros realizados nos últimos 15 anos,
impulsionada pelo Synaspismos e pelos partidos nórdicos
herdeiros da tradição comunista e que hoje são,
em regra, verdes/vermelhos, com o intuito de criar uma esquerda
alternativa pós queda do muro de Berlim. As correntes nórdicas
originárias da extrema-esquerda também participam.
A lógica é temática. PCP e partido dos comunistas
italianos, que aderiram mais tarde, dão particular importância
a este fórum.
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29 de Junho a 2 de Julho: festival euro-mediterrânico do
Liberazione, em Palermo. Miguel Portas interveio sobre imigração
num dos debates da festa. O facto relevante desta iniciativa foi
o facto de ela se inserir numa lógica de construção
do Partido da Esquerda Europeia em Itália. Trata-se de um
processo constitutivo envolvendo, para lá do PRC, outros
sectores de esquerda social e política italiana. 50 por
cento do núcleo fundador é não comunista.
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7 e 8 de Outubro: congresso do Scotish Socialist Party,
em Glasgow. O Bloco fez-se representar por Renato Soeiro, que
interveio.
Este
partido sai de um período de cisão, com expressão
parlamentar. A presença do bloco não deve ser entendida
como tomada de partido num conflito interno. Quando se fundar
o outro movimento, também estaremos presentes. Esta cisão
abalou profundamente um dos partidos da esquerda alternativa
com maior peso eleitoral na Europa.
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14 e 15 de Outubro: congresso do Respect em Londres. O Bloco
fez-se representar por Miguel Portas, que interveio, e Carmen
Hilário.
O congresso decorreu em clima de unidade, muito marcado pela tentativa
de impor a lei do véu ao Reino Unido. O Respect, que em
Abril havia elegido 18 deputados municipais, mantém um forte
peso de militantes originários das comunidades de países
islâmicos.
Em Portugal, o Bloco recebeu delegações do Partido
Comunista Cubano, do Partido dos Trabalhadores do Brasil, Fretilin,
de Partidos da Guiné e do Senegal.
2.5. Intervenção com incidência em
Portugal
A questão da Guerra e da Paz foi a que mais actividade
gerou.
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De 23 a 26 de Janeiro, Miguel Portas deslocou-se à Palestina
na qualidade de observador eleitoral do Parlamento Europeu. Na
sequência dos resultados, foram feitas inúmeras
declarações
para a Comunicação Social portuguesa.
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Ao longo do mês de Março, o Bloco promoveu um conjunto
de iniciativas em escolas ou em cidades do interior, promovendo
debates sobre a guerra no Iraque, com recurso a um vídeo
da Rai 24 ore, disponibilizado pelos autores e por nós legendado.
Um DVD foi distribuído a cada distrital. O levantamento
de todas as sessões que propiciou não está feito,
mas pelo menos uma dúzia terão ocorrido, com participações
muito desiguais. Miguel Portas participou em debates na Guarda,
Viseu, Vila Real de Santo António, ISCSP e ISCTE. A realização
de sessões com documentários é uma experiência
a desenvolver.
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Por ocasião da concentração que assinalou
os 3 anos de ocupação do Iraque, foi elaborado um
texto sobre a situação internacional que colocava
a questão do nuclear iraniano num plano acertado. O texto
foi subscrito por várias personalidades e anunciado numa
sessão no cinema King a 17 de Março. Teve escassa
repercussão na comunicação social.
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Iniciativa de agitação no Largo de Santa Catarina,
em Lisboa, sobre o OMC, com a presença de 80 pessoas.
Esta acção assinalou o início da actividade
dos Grupos Internacionalistas do Bloco.
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De 1 a 6 de Maio, Miguel Portas integrou uma delegação
de eurodeputados ao Líbano. De 25 a 27 de Julho regressou
a Beirute, dirigindo uma delegação de solidariedade
do PEE. A viagem teve repercussão na comunicação
social. No regresso, realizou-se uma conversa pública
em Lisboa, que contou com cerca de uma centena de pessoas.
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Antes, em Tavira, o bloco organizou a Iª Universidade de
verão da PEE, que contou com 150 participantes e que, embora
com comunicações de desigual qualidade, constituiu
um sucesso político e organizativo para a PEE e para o próprio
Bloco. Um acto público de solidariedade com o povo palestiniano,
que contou com duas a três centenas de pessoas, apenas dois
momentos tiveram alguma cobertura televisiva: a acção
contra a guerra do Líbano e a o dia de encerramento.
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Finalmente, de 27 a 31 de Outubro, Miguel Portas deslocou-se
numa delegação não oficial de eurodeputados à Palestina.
Esta visita teve escassa repercussão pública. Contudo,
o facto de ter sido filmada por Daniel Oliveira e Olímpio
Nino, permitirá animar debates em datas posteriores. Uma
conversa pública, na Cooperativa Árvore no Porto,
contou com cerca de 90 pessoas. Outra, em Lisboa, com apresentação
do referido documentário, "Entre muros", reuniu,
a 24 de Novembro, mais de 50 pessoas, na Associação
25 de Abril.
Outras actividades merecem registo:
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Em fins de Março, realizou-se um encontro em Bruxelas
de mais de duas dezenas de pessoas, boa parte delas independente,
a quem se fez a proposta de um acompanhamento e apoio à actividade
europarlamentar do bloco. O encontro foi frutuoso, mas ainda
não
teve a sequência. Esta dinâmica deve ser recuperada
em 2007, na perspectiva da presidência portuguesa da União,
consolidando aproximações políticas.
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Sem
ligação directa com a questão do Médio
Oriente, mas no espaço de influência do Mediterrâneo, é de
registar a deslocação de uma delegação
de 14 activistas a Tinduf, aos campos de refugiados saharauís,
numa delegação que incluiu Ana Drago e João
Teixeira Lopes. Na sequência da visita, realizaram-se quatro
conversas públicas em Lisboa, Coimbra e Porto, e um sistema
de informação via net, actualizado, tem estado desde
então activo.
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Na sequência da visita de Miguel Portas a Paris, no dia
da maior das manifestações anti-CPE em Março,
organizou-se em Lisboa um debate sobre impressões dessa
viagem, que teve 40 pessoas. No início de Maio, também
em Lisboa Francisco Louçã e um membro da coordenadora
estudantil francesa, realizaram um outro debate sobre precariedade,
que contou com cerca de 70 pessoas.
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O dia da Europa, a 9 de
Maio, foi assinalado com a presença
de Miguel Portas num debate institucional no Centro Cultural de
Belém e ainda com um debate no ISCTE sobre a Europa e
a Guerra.
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Os grupos internacionalistas organizaram um debate sobre
a América
Latina, com Boaventura Sousa Santos, na Cooperativa Árvore
no Porto, participaram mais de uma centena de pessoas. Foi também
realizado um debate sobre a Colômbia, em Lisboa, com a participação
de Rita Cruz (uma activista das PBI que fez trabalho em aldeias
da paz na Colômbia), José Manuel Pureza e Nuno
Ramos de Almeida.
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Organizou-se um painel durante o Fórum Social Português
com a participação de Alex Callinicos, Ana Drago,
Fernando Rosas e uma activista ambientalista sobre alternativas
politicas em tempos de globalização, assistiram
98 pessoas.
3. Organização de trabalhadores temporários
Outra área de actividade que teve, de resto, muito razoável
repercussão televisiva, foi a que envolveu a situação
dos trabalhadores temporários portugueses na Holanda. A
10 de Março, Miguel Portas esteve presente numa primeira
assembleia de trabalhadores em Haia, que contou com cerca de 100
presenças. Estiveram outros deputados, como Ilda Figueiredo
e Maria Carrilho. Desse encontro resultou um princípio de
rede informal de trabalhadores. Um pouco mais tarde, um outro encontro
de uma centena de pessoas realizou-se com trabalhadores temporários
que vivem no norte da Bélgica mas trabalham na Holanda.
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